CMC aprova proposta de adjudicação da construção da 1.ª fase da Via Central

O executivo da Câmara Municipal de Coimbra aprovou por maioria, na reunião de ontem, uma proposta de adjudicação da empreitada “Via Central (Nova Mobilidade na Baixa – Espaço Público Av. Fernão de Magalhães/Rua da Sofia) – 1.º troço” à empresa Construções Castanheira & Joaquim, Lda.. O valor proposto pela construtora é de 627.055,13 euros (c/IVA) e a mesma irá dispor de 270 dias para concluir a obra.

O júri selecionou a empresa Construções Castanheira & Joaquim, Lda. porque, “de acordo com a ordenação das propostas e face ao critério de adjudicação definido (…), apresenta o mais baixo preço e se encontra nas condições legais e formais exigidas”. Recorde-se que o concurso público em causa apresentou um valor base de 777.329,80 euros (c/IVA) e o mesmo prazo de 270 dias.

O projeto da Via Central inclui, além das infraestruturas viárias e arranjos de espaços exteriores, infraestruturas de abastecimento de água, saneamento, eletricidade, iluminação pública, telecomunicações e fornecimento de gás. Este primeiro troço parte da Av. Fernão Magalhães e garante a execução da maior parte da Via Central - 223 metros, num total de 255. O restante da Via Central não está para já contemplado por ainda não terem sido intervencionados os imóveis junto à Rua da Sofia, uma obra imprescindível para a total abertura deste canal.

As parcelas de terreno necessárias para a execução deste primeiro troço são do domínio público do Município de Coimbra e da Metro-Mondego S.A.. Esta última disponibilizou-as para a realização dos trabalhos nos termos do que protocolou com o Município de Coimbra.

Recorde-se que a Via Central coincide com o canal de passagem do Sistema de Mobilidade do Mondego na Baixa de Coimbra, prevendo a futura instalação deste. Cria também condições facilitadoras à sua construção, diminuindo-lhe os respetivos custos.

 

Além do aumento da mobilidade no centro da cidade, a abertura da Via Central irá eliminar uma área de degradação urbana, contribuindo para a melhoria e requalificação de um espaço vasto, integrado na zona de proteção do bem classificado pela Unesco como Património Mundial da Humanidade. A via terá uma largura de cinco metros, suficiente para permitir a circulação rodoviária e com espaço adicional para cargas e descargas. O piso será revestido com cubo de granito, inclusive na zona da Loja do Cidadão - onde hoje existe betuminoso -, e as áreas pedonais com calçadinha de vidraço.